Já postei um tanto de coisa legal que estou fazendo aqui, mas, a bem da verdade, sinto muita falta da minha “vidinha pacata” em Belo Horizonte. Não que aqui esteja ruim, pelo contrário, está excelente, difícil melhorar! Mas é que, mesmo desfrutando tudo isso, percebo claramente que minhas raízes não estão em solo africano, mas em solo brasileiro. Enfim, obrigado, Jesus, pela vida que eu tenho e por essa aventura que Você me presenteou. Você é o melhor! Você tem a manha!
Portanto, para compartilhar minha alegria em tudo que tenho feito, compartilho com vocês mais algumas fotos dessa jornada na África do Sul:
No topo da Lion’s Head, mais uma vez, mas agora fiquei até o anoitecer para, assim, curtir a lua cheia e as luzes de Cape Town. O lugar estava bem cheio, mais ou menos umas cem pessoas, encontrei até uma paulistana lá em cima (“meu, você não ta enteindeindo...”)
O destino principal do passeio de barco era essa ilha, chamada de Seal Island. O local é uma espécie de maternidade para as focas. Se você observar bem notará algumas são pequeninas, são os filhotinhos. Lindinhos demais! No entanto, durante o inverno, ondas de até dez metros costumam matar muitos deles. Uma pena, mas a lição é boa: pra sobreviver é necessário aprender a nadar, se não aprendeu antes, dê um jeito de se virar no momento da necessidade.
Bom, mais alguns dias e, na outra semana, fiz um passeio ótimo! Até então, eu achava que tinha sido o melhor que eu tinha feito; até fazer o de semana passada, mas quanto a esse, só na próxima postagem. Comecei em Kirstenbosch Gardens, local da foto, nas costas da Table Mountain (sim, eu que estou contando a história e, se eu digo que as montanhas têm costas, elas vão ter costas!).
Em seguida fui para Delheim, uma vinícola próxima à Stellenbosch, na rota dos vinhos. Lugar soberbo! Meus pais iriam ter adorado vir aqui. Mas, como não vieram, estou levando um vinhozinho de recordação... Mas, pai e mãe, vocês ainda visitarão esse lugar (eu venho de guia... hahaha).
O próximo passeio começou com fortes emoções! Duas cobras na trilha, sendo uma conhecida como Cape Cobra, cujo rabinho consegui fotografar. Doido demais! E é daquelas tipo a naja, que cospe veneno nos olhos da vítima!
Bom, empolguei com as cobras e nem sequer disse o destino desse passeio: Devil’s Peak, um lugar com uma vista espetacular, melhor que a vista da Table Mountain, pois lá não é tipo tabuleiro, é um pico mesmo! Daí uma visão trezentos e sessenta sublime! Uma amostrinha:
Mas pra chegar lá suei a camisa. Fiquei fadigado e descabelado:
Mas nem um pouco infeliz!
E, como todo esforço tem seu prêmio... Ê vida boa!
Bom, no outro dia resolvi fazer um programa não muito minha cara, mas valeu à pena. Fui ao Canal Walk, o maior shopping de toda África. Andei um bocado para conhecer todas as lojas e acabei comprando uma bota para mim, mais ou menos três vezes mais barato que o preço no Brasil.
E na volta tive o privilégio de curtir este crepúsculo maravilhoso! Fora de série mesmo, fiquei tão empolgado que, voltando de bicicleta, parecia que eu tinha “dado um tapa” (aos que não entenderam, pesquisem por “tapa na pantera” no YouTube). Gravei um videozinho muito engraçado nessa hora, mas isso fica pra quando nos encontrarmos no Brasil, ok?
O próximo passeio foi para lugares próximos; muito bacana também!
Mas, antes, tente me dizer o que é isto:
Não, não é o nariz do Maradona, apesar do pó branco, muito menos uma cena do filme “O Resgate de Jéssica”. Talvez seja uma imagem de algo que você nunca havia visto antes: o interior de um canhão que acabou de ser disparado. Isso mesmo! Em Cape Town, todos os dias, ao meio-dia, exceto nos feriados, um canhão é disparado. Isso era feito antigamente para sincronizar os relógios no porto, e foi feito certa vez para homenagear alguns heróis da Primeira Guerra Mundial, logo após o término do conflito. Desde então um canhão é disparado diariamente aqui e já me deu muitos sustos.
Logo depois de ter visitado o Noon Gun, fui ao Company Gardens, um jardim enorme, bem no centro da cidade, ladeado de construções pomposas.
O povo sul africano é tão magnífico que não fazem distinção entre sexo nem para as intimidades fisiológicas. A prova disso é esta moita unissex bem no meio do Company Gardens. E o melhor de tudo é que você não precisa ficar constrangido se o cheiro não está lá um Aqua di Gio... As flores se encarregarão da sobreposição de fragrâncias. Ah!, não se esqueça de jogar o papel no lixo.
Ói comé que é bobo, acha que vai ganhar alguma coisa, hahaha... Mas é bunitim demais!
Uma esquila, com certeza.
Quando você vier aqui em Cape Town (você vem, né?), coloca o seu nome bem pertinho do meu... Vamos fazer uma comunidade brasileira nesse bambu!
Bom, depois dos jardins, visitei a vizinhança muçulmana, conhecida como Bo-Kaap. A grande característica desse local são as casas pintadas de diversas cores. As crianças se divertiam na rua e, quando eu disse que era brasileiro, perguntaram se eu jogava futebol e me chamaram para jogar com elas. Acho que o mundo está respirando futebol atualmente, a gente deveria saber como utilizar isso.
Agora, um dos maiores presentes que Deus me deu:
Eu estava planejando alugar um carro, mas sabia que iria ficar caro e que talvez fosse apenas uma vez, em alguma ocasião que eu pudesse conhecer algum lugar distante. Mas Deus é maior e os planos dEle melhores que os meus. Então, como tenho dois chefes (um homem e uma mulher) normalmente um trabalha enquanto o outro tira folga, e era a vez do meu chefe tirar folga. Ele então, sem cobrar nada, ofereceu o carro para que eu utilizasse nos meus dias de folga, e não apenas naquela semana, mas em todos os dias que eu estivesse de folga, e que ele estivesse também, pois não ele precisaria do carro. Portanto, não tive que pagar por aluguel de carro em Cape Town! Glória a Deus!
Fui, então, em algumas outras vinícolas.
A primeira delas foi Buitenverwachting (um pirulito para quem conseguiu pronunciar essa palavra inteira sem travar quando leu). O nome é estranho mesmo, mas fica mais fácil lembrar que essa é uma das cinco vinícolas de Constantia. Além dessa fui a duas outras: Groot Constantia e Klein Constantia. Todas as três estonteantemente (literal, se você se permitir) lindas!
Depois me dirigi aos arredores de Stellenbosch novamente, para Spier, onde vi uma cheetah em cativeiro (câmera sem baterias), e Morgenhof, onde parei para provar alguns vinhos. Daí voltei para Cape Town, mas não sem antes passar no Canal Walk novamente e comprar presentes para meus familiares.
Por fim, um passeio a um lugar que vocês devem conhecer, pelo menos de nome: o Cape Point. Não? Talvez vocês estejam familiarizados com o Cabo das Tormentas? Ainda não? E Cabo da Boa Esperança? Também não!? Bom, se você não conhece, viaje comigo:
Vai um tibum aí?
O Cape of Good Hope, antes conhecido como Cape of Storms, não é, como alguns acreditam, o ponto mais ao sul do continente africano (esse é o Cape Agulhas, que virá na próxima postagem). Bom, não tenho muito a dizer, a não ser que o lugar é lindo, mas bastante turístico, portanto, façamos o que todo turista faz, fotos padrões:
Mas, o que muito turista não viu foi o que o Pai reservou só para mim: um babuíno na beira da estrada e uma manada de mamíferos que eu realmente não sei o nome, mas são lindíssimos.
Foi aquele tipo de coisa que acontece quando você escuta na sua cabeça assim: “que tal pegar este caminho”. Então peguei. Quando dei por mim, me encontrava numa estradinha de terra, nada movimentada, no meio do parque, onde deveria passar um carro por dia, e o meu (do meu chefe) era o da vez. E foi impressionante, bem ao lado da estradinha vi estas duas criaturas maravilhosas... Senti, talvez pela primeira vez, a África selvagem!
Uma pena que eles tenham medo da gente!
Na volta, eu só tinha a agradecer ao Pai pelo dia fantástico que tive, mas ainda sim tinha mais, a colônia de pingüins! Quando eu voltar para aí, vocês têm que ver o vídeo de um pingüim andando na praia, é hilário!
E, para comemorar, um sorvetinho sabor montanhas:
E, para encerrar, uma foto de Simon’s Town, com destaque para a marina da Marinha da África do Sul. Cidade praiana pacata...
Um beijão pra você! E não se esqueça de comentar antes de partir. Vai tomar-lhe cinco minutos do seu tempo, mas vai me dar no mínimo um dia de alegria em saber que você leu.
































